domingo, 9 de novembro de 2008

A Dominação como Resgate da Essência

A busca pelo Poder acompanha o Homem a milhares de anos e se manifesta de várias formas em seu cotidiano, ora favorecendo, ora dificultando o seu aprimoramento.

O Poder para a Sociologia é entendido como o ato de imposição da vontade de um em detrimento das vontades alheias (é importante ampliar este conceito além das relações sociais incluindo também as formas de dominação do Homem sobre a Natureza). Enfim, o Poder pode ser aceito como toda forma de ação que o indivíduo impõe sobre o meio em que vive desrespeitando a harmonia natural das coisas.

O Poder surge com a desigualdade, ou seja, com a percepção do Homem como Sujeito. Esta perspectiva o leva a uma visão fragmentada da realidade, onde o Todo, fora da sua individualidade é tido como Objeto.

Esta individuação do Ser consagra a quebra do sentido de Ser Integrado, Natural. Com isso o Homem se vê não mais fazendo parte do Todo e em busca desta Essência, ou seja, de retornar a origem natural, Ele domina, impõe sua vontade sobre as outras formas e modifica-as em busca do ressurgimento do “Elo Perdido”, da Unidade.

E isto se dá em função da supremacia da visão materialista de Mundo que é disponibilizada a sociedade, como paradigma universal, onde a Verdade está no que se percebe com os cinco sentidos e que pode ser comprovada empiricamente.

Se partirmos para o raciocínio de que o Homem é parte Integrante do Todo, que Ele surgiu como desenvolvimento da essência Cósmica a qual se manifesta de variadas formas conforme os estágios de evolução, o Homem esteve, está e sempre estará integrado ao Todo, porém a conscientização desta condição é determinante, pois não basta ser Integrado é preciso saber ser Integrado. Não o saber expresso como conhecimento, mais sim o saber como vivência, como virtude, como ação.

E esta não percepção do ser Integrado motiva o Homem ao domínio numa forma de trazer para si o que já é, como o indivíduo em busca de garantir partes de seus membros os amarrassem ao próprio corpo com o objetivo de integrá-los.

Desta forma a ruptura deste paradigma é um esforço no sentido de retornar as origens e se encontrar verdadeiramente com as maravilhas da Vida Terrena, se entendendo como um Ser em evolução integrado a um Universo em constante expansão.

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