domingo, 21 de dezembro de 2008

Ser ou não Ser

Em busca de efeitos midiáticos, uma parcela considerável do empresariado tem desenvolvido estratégias socioambientais pautadas em princípios efêmeros e por vezes contraditórios.

A criação de fatos responsáveis visando somente a construção de uma imagem institucional é tão sujo quanto o roubo de doações por voluntários, pois impactam negativamente os resultados e geram um ambiente de desmotivação e descrença.

Um projeto de responsabilidade social deve ser implementado visando acima de tudo o serviço social e ambiental, sempre na perspectiva da contrapartida empresarial sobre os recursos socioambientais utilizados para a produção de bens e serviços.

Esta postura requer da organização e principalmente da alta direção um aprofundamento sobre as questões socioambientais visando a incorporação destes conteúdos como estratégia de negócio e não somente como estratégia publicitária (leia-se: propaganda enganosa).

Neste momento, é preciso que as barreiras entre o econômico e o ambiental sejam rompidas e que surjam em todos os níveis empresariais uma postura sócio-economonica-ambiental onde os princípios da sustentabilidade estejam presentes no dia-a-dia das organizações, como o lucro, o custo e o melhoramento contínuo.

Desta forma o empresariado está sendo chamado a vencer o grande dilema Shakesperiano e avançar para a nova dimensão que desacortina: a Era da Sustentabilidade.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

COP-14: Uma Reunião Política

Ao que tudo indica a 14ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-14), realizada em Póznan, na Polônia, foi mais uma reunião política do que deliberativa.

Pelos comentários da impressa nacional, vários foram os motivos para não se deliberar neste encontro, como a Crise Financeira e a sucessão presidencial nos EUA.

Mais uma vez o Mundo “empurra com a barriga” as decisões urgentes sobre as definições de regras internacionais de emissões de gases de efeito estufa.

Lógico é que a concatenação de interesses entre representantes de mais de 190 países não é tarefa fácil, porém, o que parece ao olhar distante, é que o foco das discussões passam distantes do simples fato de que este é o único Planeta possível para a nossa sobrevivência, enquanto seres humanos.

A falta de consenso entre os membros (principalmente entre países desenvolvidos e em desenvolvimento) e a deliberada apatia da delegação “Bushiana” são obstáculos comuns nestes encontros.

De qualquer forma, só nos resta esperar que as declarações de urgência urgentíssima de Obama sobre as políticas climáticas e sobre a crise financeira mundial sejam efetivadas o quando antes e que em Copenhagen, na Dinamarca, surja um outro clima para as negociações.

60 anos de Direitos Humanos

A Assembléia Geral da ONU proclamou aos 10 de dezembro de 1948 a resolução 217 A (III), a qual declara os Direitos Universais do Homem.

Após 60 anos de Declaração, muitas mudanças ocorreram, porém ainda não conseguimos vivenciar a totalidade dos preceitos estabelecidos na Carta Universal.

Ao longo dos 30 artigos constitutivos da Declaração pode-se perceber o abismo que separa a sociedade atual da sociedade idealizada.

Porém, urge a efetivação do preconizado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, principalmente, neste momento, onde o Planeta clama por humanismo e por uma cidadania ambiental que amenize os impactos antrópicos promovidos nos últimos séculos.

Vale sempre lembrar que a materialização ampla e irrestrita da Declaração é tarefa de todos.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ceder para Sobreviver

O homem moderno está sendo levado a se transcender e buscar uma outra forma de apreender e intervir na realidade, em função das reações ambientais e sociais criadas pelo modelo produtivo, em vigor.

A perpetuação do individualismo exacerbado está com os dias cotados. O homem está sendo obrigado a ampliar o seu olhar “umbiguista” e perceber a vulnerabilidade social e ambiental a qual está inserido.

Enchetes, terremotos, tornados, seca, escassez de água e de alimentos, violência urbana, violência doméstica, drogas, entre outros desequilíbrios ambientais e sociais, estão afunilando as opções para manutenção da zona de conforto do homem moderno e o forçando a ceder, a se envolver, a se integrar, a se co-responsabilizar pelas mudanças que clamam urgência.

Estas mudanças de comportamento não serão fáceis e nem imediata, mais com certeza, serão inevitáveis.

A busca pelo consenso é a lição, em pauta. Os indivíduos, as empresas e os Governos, terão que buscar a via da flexibilização de suas posições a favor da manutenção de sua sobrevivência neste Planeta, pois ao contrário estarão entrando em uma batalha inglória contra as Forças da Natureza.