A busca pelo Poder acompanha o Homem a milhares de anos e se manifesta de várias formas em seu cotidiano, ora favorecendo, ora dificultando o seu aprimoramento.
O Poder para a Sociologia é entendido como o ato de imposição da vontade de um em detrimento das vontades alheias (é importante ampliar este conceito além das relações sociais incluindo também as formas de dominação do Homem sobre a Natureza). Enfim, o Poder pode ser aceito como toda forma de ação que o indivíduo impõe sobre o meio em que vive desrespeitando a harmonia natural das coisas.
O Poder surge com a desigualdade, ou seja, com a percepção do Homem como Sujeito. Esta perspectiva o leva a uma visão fragmentada da realidade, onde o Todo, fora da sua individualidade é tido como Objeto.
Esta individuação do Ser consagra a quebra do sentido de Ser Integrado, Natural. Com isso o Homem se vê não mais fazendo parte do Todo e em busca desta Essência, ou seja, de retornar a origem natural, Ele domina, impõe sua vontade sobre as outras formas e modifica-as em busca do ressurgimento do “Elo Perdido”, da Unidade.
E isto se dá em função da supremacia da visão materialista de Mundo que é disponibilizada a sociedade, como paradigma universal, onde a Verdade está no que se percebe com os cinco sentidos e que pode ser comprovada empiricamente.
Se partirmos para o raciocínio de que o Homem é parte Integrante do Todo, que Ele surgiu como desenvolvimento da essência Cósmica a qual se manifesta de variadas formas conforme os estágios de evolução, o Homem esteve, está e sempre estará integrado ao Todo, porém a conscientização desta condição é determinante, pois não basta ser Integrado é preciso saber ser Integrado. Não o saber expresso como conhecimento, mais sim o saber como vivência, como virtude, como ação.
E esta não percepção do ser Integrado motiva o Homem ao domínio numa forma de trazer para si o que já é, como o indivíduo em busca de garantir partes de seus membros os amarrassem ao próprio corpo com o objetivo de integrá-los.
Desta forma a ruptura deste paradigma é um esforço no sentido de retornar as origens e se encontrar verdadeiramente com as maravilhas da Vida Terrena, se entendendo como um Ser em evolução integrado a um Universo em constante expansão.
domingo, 9 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Os dois lados da moeda
O equilíbrio dinâmico se constitui como base da vida promovendo uma dialética existencial a qual confronta cotidianamente os opostos em busca de sua síntese.
A natureza dual do Universo toma as mais variadas referências, seja na representação do Bem e do Mal, Homem e Mulher ou Positivo e Negativo. Porém está dualidade não deve ser vista como conflitante mais sim integrante.
A integração das forças opostas existe como essência do melhoramento, pois sem esta condição não existiria o equilíbrio mais sim um caminho único para o Cosmo o qual sem oposição já teria alcançado a sua estagnação em virtude do consenso universal entre as partes. Para ilustrar, imaginemos uma situação onde uma das partes apresenta sua Tese e a outra a ratifica, como poderia surgir o Novo.
Com isso a essência da Verdade Universal está na cooperação das verdades individuais a qual, por sua vez, tem sua essência na síntese dos embates interiores.
Valendo deste raciocínio percebemos que os reveses, os embates cotidianos, sejam em nível individual, coletivo ou ambiental, são mecanismos universais de ajustes harmônicos o que em essência são extremamente benéfico para os desdobramentos evolutivos.
Desta forma é de suma importância o respeito às diversidades de expressão, pois são fragmentos da Verdade Universal, bem como é importante, por parte do individuo, a reafirmação e a disseminação de suas verdades pessoais a fim de poder contribuir com o desenvolvimento coletivo.
Vale sempre lembrar que a Verdade Universal não está em única fonte mais sim na conjunção dos saberes, como bem resume a frase de Sócrates: “Só sei que nada sei”.
A natureza dual do Universo toma as mais variadas referências, seja na representação do Bem e do Mal, Homem e Mulher ou Positivo e Negativo. Porém está dualidade não deve ser vista como conflitante mais sim integrante.
A integração das forças opostas existe como essência do melhoramento, pois sem esta condição não existiria o equilíbrio mais sim um caminho único para o Cosmo o qual sem oposição já teria alcançado a sua estagnação em virtude do consenso universal entre as partes. Para ilustrar, imaginemos uma situação onde uma das partes apresenta sua Tese e a outra a ratifica, como poderia surgir o Novo.
Com isso a essência da Verdade Universal está na cooperação das verdades individuais a qual, por sua vez, tem sua essência na síntese dos embates interiores.
Valendo deste raciocínio percebemos que os reveses, os embates cotidianos, sejam em nível individual, coletivo ou ambiental, são mecanismos universais de ajustes harmônicos o que em essência são extremamente benéfico para os desdobramentos evolutivos.
Desta forma é de suma importância o respeito às diversidades de expressão, pois são fragmentos da Verdade Universal, bem como é importante, por parte do individuo, a reafirmação e a disseminação de suas verdades pessoais a fim de poder contribuir com o desenvolvimento coletivo.
Vale sempre lembrar que a Verdade Universal não está em única fonte mais sim na conjunção dos saberes, como bem resume a frase de Sócrates: “Só sei que nada sei”.
sábado, 1 de novembro de 2008
Desmistificação
O Mundo que nos rodeia nos intriga constantemente pela sua perfeição e beleza, porém adotamos, na maioria das vezes, uma observação restrita a seu respeito, causando assim um efeito fragmentado da realidade.
Esta percepção fragmentada nos conduz a comportamentos desconexos, os quais potencializam desequilíbrios interiores e coletivos com as mais variadas repercussões sobre o individuo e o Planeta.
A ampliação do espectro de observação é de suma importância para a evolução quantitativa e qualitativa, tanto do individuo como do Todo. Um olhar mais amplo sobre as coisas que nos rodeiam e especialmente sobre o que sentimos e somos, favorece o alcance de uma qualidade de vida centrada no equilíbrio.
Vale lembrar que a busca do eixo central se revela em todas as formas de existência deste Planeta, tanto no nível macro quanto no micro. Podemos afirmar que existe uma Harmonia Maior conduzindo a nossa história.
E o que seria então está Harmonia Maior? Deus? O entendimento desta Força que harmoniza as formas e manifestações de Vida no Cosmo desmistifica as inconsistências percebidas no cotidiano e potencializa a superação das mazelas intimas e coletivas, favorecendo sobremaneira o surgimento de um Novo Mundo e o alcance do sentimento de libertação que tanto acompanha o Homem.
Pensemos inicialmente que esta Energia existia em uma forma condensada, sem movimento e crescimento a qual se encontrava no ápice das suas possibilidade (como Unidade) estando assim preparada para a sua transcendência. O surgimento do Novo se dá com a ruptura da Unidade sem que para isto haja a perda da sua Unicidade. Uma analogia para ilustrar este desdobramento seria a visão do Oceano como Todo e as gotas como representações de seu parcelamento, onde as gotas por si só não desagregam a existência do Oceano, pois também são Oceano.
Assim também podemos perceber a manifestação desta Harmonia Maior (ou de Deus) em tudo que existe, como característica da sua unipotência, unipresença e uniciência, onde as individualidades existentes no Planeta são somente e tão somente representações da Unidade, como na mensagem do Cristo: “Vos sois a imagem e semelhança do Pai”.
Com este raciocínio podemos disser que a desagregação da Unidade se dá em função de seu melhoramento, de sua evolução, onde a partir das mais variadas manifestações individuais e principalmente, entre as interações das partes, se criam às condições necessárias a expansão do Cosmo.
Desta forma o “Big Bang” é considerado o fenônemo material que representa o marco zero na evolução deste modelo existencial sendo sucedido pela materialização dos Reinos Mineral, Vegetal, Animal e Hominal, valendo lembrar que estes desenvolvimentos são percepções parciais da verdadeira forma que é Energia.
É importante enfatizar que o Homem ao se conhecer, toma conhecimento do Mundo e ao se relacionar com o Outro esta tratando com Deus, pois ele e o outro, em essência, são simplesmente representações da Unidade Cósmica, como bem nos ensinam os Tibetanos em seu cumprimento “Namastê”, o que quer dizer em sânscrito: o Deus em mim saúda o Deus em você.
Esta percepção fragmentada nos conduz a comportamentos desconexos, os quais potencializam desequilíbrios interiores e coletivos com as mais variadas repercussões sobre o individuo e o Planeta.
A ampliação do espectro de observação é de suma importância para a evolução quantitativa e qualitativa, tanto do individuo como do Todo. Um olhar mais amplo sobre as coisas que nos rodeiam e especialmente sobre o que sentimos e somos, favorece o alcance de uma qualidade de vida centrada no equilíbrio.
Vale lembrar que a busca do eixo central se revela em todas as formas de existência deste Planeta, tanto no nível macro quanto no micro. Podemos afirmar que existe uma Harmonia Maior conduzindo a nossa história.
E o que seria então está Harmonia Maior? Deus? O entendimento desta Força que harmoniza as formas e manifestações de Vida no Cosmo desmistifica as inconsistências percebidas no cotidiano e potencializa a superação das mazelas intimas e coletivas, favorecendo sobremaneira o surgimento de um Novo Mundo e o alcance do sentimento de libertação que tanto acompanha o Homem.
Pensemos inicialmente que esta Energia existia em uma forma condensada, sem movimento e crescimento a qual se encontrava no ápice das suas possibilidade (como Unidade) estando assim preparada para a sua transcendência. O surgimento do Novo se dá com a ruptura da Unidade sem que para isto haja a perda da sua Unicidade. Uma analogia para ilustrar este desdobramento seria a visão do Oceano como Todo e as gotas como representações de seu parcelamento, onde as gotas por si só não desagregam a existência do Oceano, pois também são Oceano.
Assim também podemos perceber a manifestação desta Harmonia Maior (ou de Deus) em tudo que existe, como característica da sua unipotência, unipresença e uniciência, onde as individualidades existentes no Planeta são somente e tão somente representações da Unidade, como na mensagem do Cristo: “Vos sois a imagem e semelhança do Pai”.
Com este raciocínio podemos disser que a desagregação da Unidade se dá em função de seu melhoramento, de sua evolução, onde a partir das mais variadas manifestações individuais e principalmente, entre as interações das partes, se criam às condições necessárias a expansão do Cosmo.
Desta forma o “Big Bang” é considerado o fenônemo material que representa o marco zero na evolução deste modelo existencial sendo sucedido pela materialização dos Reinos Mineral, Vegetal, Animal e Hominal, valendo lembrar que estes desenvolvimentos são percepções parciais da verdadeira forma que é Energia.
É importante enfatizar que o Homem ao se conhecer, toma conhecimento do Mundo e ao se relacionar com o Outro esta tratando com Deus, pois ele e o outro, em essência, são simplesmente representações da Unidade Cósmica, como bem nos ensinam os Tibetanos em seu cumprimento “Namastê”, o que quer dizer em sânscrito: o Deus em mim saúda o Deus em você.
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