O refrão de Humberto Gessinger sintetiza uma filosofia sobre a condição humana: a de que nos somos a resposta que podemos dar, como também de que podemos mudar a resposta.
Assim, ao agir, o homem diz o que é e para que veio, denuncia o seu foco. Ao agir ele constrói e se reconstrói.
Desta forma, ser o que podemos ser é também se aceitar como é, reconhecer os próprios limites e saber, acima tudo, que eles podem ser superados e estão ai para isto.
Ser o que podemos ser é abrir mão do agir como se fosse e passar a agir como se é. É se valorizar, se questionar, se transformar. E agir de dentro para fora.
Pois o homem não é o que pensa e sim o que faz e muito menos é o que os outros pensam que ele seja.
Vale lembrar que o rótulo é atributo da “garrafa” a qual deve conter o que estiver ali descrito, mais não o homem, pois é volúvel demais para isto.
Sejamos o que podemos ser e acreditemos que podemos ser o que quisermos, bastando para isto apenas ser.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
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