sábado, 1 de novembro de 2008

Desmistificação

O Mundo que nos rodeia nos intriga constantemente pela sua perfeição e beleza, porém adotamos, na maioria das vezes, uma observação restrita a seu respeito, causando assim um efeito fragmentado da realidade.

Esta percepção fragmentada nos conduz a comportamentos desconexos, os quais potencializam desequilíbrios interiores e coletivos com as mais variadas repercussões sobre o individuo e o Planeta.

A ampliação do espectro de observação é de suma importância para a evolução quantitativa e qualitativa, tanto do individuo como do Todo. Um olhar mais amplo sobre as coisas que nos rodeiam e especialmente sobre o que sentimos e somos, favorece o alcance de uma qualidade de vida centrada no equilíbrio.

Vale lembrar que a busca do eixo central se revela em todas as formas de existência deste Planeta, tanto no nível macro quanto no micro. Podemos afirmar que existe uma Harmonia Maior conduzindo a nossa história.

E o que seria então está Harmonia Maior? Deus? O entendimento desta Força que harmoniza as formas e manifestações de Vida no Cosmo desmistifica as inconsistências percebidas no cotidiano e potencializa a superação das mazelas intimas e coletivas, favorecendo sobremaneira o surgimento de um Novo Mundo e o alcance do sentimento de libertação que tanto acompanha o Homem.

Pensemos inicialmente que esta Energia existia em uma forma condensada, sem movimento e crescimento a qual se encontrava no ápice das suas possibilidade (como Unidade) estando assim preparada para a sua transcendência. O surgimento do Novo se dá com a ruptura da Unidade sem que para isto haja a perda da sua Unicidade. Uma analogia para ilustrar este desdobramento seria a visão do Oceano como Todo e as gotas como representações de seu parcelamento, onde as gotas por si só não desagregam a existência do Oceano, pois também são Oceano.

Assim também podemos perceber a manifestação desta Harmonia Maior (ou de Deus) em tudo que existe, como característica da sua unipotência, unipresença e uniciência, onde as individualidades existentes no Planeta são somente e tão somente representações da Unidade, como na mensagem do Cristo: “Vos sois a imagem e semelhança do Pai”.

Com este raciocínio podemos disser que a desagregação da Unidade se dá em função de seu melhoramento, de sua evolução, onde a partir das mais variadas manifestações individuais e principalmente, entre as interações das partes, se criam às condições necessárias a expansão do Cosmo.

Desta forma o “Big Bang” é considerado o fenônemo material que representa o marco zero na evolução deste modelo existencial sendo sucedido pela materialização dos Reinos Mineral, Vegetal, Animal e Hominal, valendo lembrar que estes desenvolvimentos são percepções parciais da verdadeira forma que é Energia.

É importante enfatizar que o Homem ao se conhecer, toma conhecimento do Mundo e ao se relacionar com o Outro esta tratando com Deus, pois ele e o outro, em essência, são simplesmente representações da Unidade Cósmica, como bem nos ensinam os Tibetanos em seu cumprimento “Namastê”, o que quer dizer em sânscrito: o Deus em mim saúda o Deus em você.

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