Em busca de efeitos midiáticos, uma parcela considerável do empresariado tem desenvolvido estratégias socioambientais pautadas em princípios efêmeros e por vezes contraditórios.
A criação de fatos responsáveis visando somente a construção de uma imagem institucional é tão sujo quanto o roubo de doações por voluntários, pois impactam negativamente os resultados e geram um ambiente de desmotivação e descrença.
Um projeto de responsabilidade social deve ser implementado visando acima de tudo o serviço social e ambiental, sempre na perspectiva da contrapartida empresarial sobre os recursos socioambientais utilizados para a produção de bens e serviços.
Esta postura requer da organização e principalmente da alta direção um aprofundamento sobre as questões socioambientais visando a incorporação destes conteúdos como estratégia de negócio e não somente como estratégia publicitária (leia-se: propaganda enganosa).
Neste momento, é preciso que as barreiras entre o econômico e o ambiental sejam rompidas e que surjam em todos os níveis empresariais uma postura sócio-economonica-ambiental onde os princípios da sustentabilidade estejam presentes no dia-a-dia das organizações, como o lucro, o custo e o melhoramento contínuo.
Desta forma o empresariado está sendo chamado a vencer o grande dilema Shakesperiano e avançar para a nova dimensão que desacortina: a Era da Sustentabilidade.
domingo, 21 de dezembro de 2008
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