O Ser Humano comporta o Mundo em si, tanto em sua constituição físico-química quanto na sua capacidade de transcender a si próprio.
A simples observação do Homem nega a sua redução a uma perspectiva meramente materialista, anatômica. A sua natureza dinâmica e polivalente intriga e nos conduz a uma visão mais ampla de sua formação.
A sua capacidade de criar, de transformar, de sensibilizar e de se auto-analisar faz dele o topo da cadeia evolutiva, condição está que o possibilitou desbravar e se adaptar aos mais variados ambientes deste Planeta.
Então de Que é Composto o Homem? É só matéria? É matéria e alma? O entendimento de sua constituição nos remete a suas verdadeiras possibilidades e desvenda o seu caminho.
O Homem surgiu no Planeta Terra a milhões de anos e desde então vem evoluindo física e intelectualmente, transpondo os mais diversos obstáculos, seja com relação a sua interação com o meio ambiente seja com o meio social ao qual está inserido.
Mais quando surgiu o Homem? Que forma o originou? Pois é certo que o Planeta já existia com uma variedade enorme de formas e espécies antes do seu surgimento.
O Homem está ligado ao Planeta Terra como as rochas, a água, as plantas e os outros animais. Pois certo que Ele não veio de um outro Planeta como um Astronauta. Assim podemos imaginar que o Homem surgiu de uma evolução natural no contexto Terreno.
As evoluções podem ser entendidas de duas formas: em uma perspectiva quantitativa e em outra qualitativa. Observando a História podemos acreditar que em vários momentos houveram saltos qualitativos na evolução do Planeta e na sociedade humana, onde além de melhorias em formas já existentes possibilitaram a transcendência de formas com o surgimento do novo.
Com este raciocínio podemos inferir que o Planeta Terra possui uma dinâmica evolutiva na qual em certo estágio produziu a semente do Ser Humano o qual a partir de suas interações com o meio vem escrevendo sua própria História.
Então imaginemos os caminhos que levaram ao surgimento do Homem na face da Terra. Pensemos inicialmente que o Planeta foi formado pelos restos atômicos da Grande Explosão onde a unidade foi quebrada e a partir dela deu origem as partes. Estas partes ao relacionar uma com as outras foi dando origem as formas do Planeta, constituindo-o lentamente, primeiro, preparando as condições físico-químicas necessárias a existência de vida e depois viabilizando o melhoramento e a suplantação das formas iniciais, onde várias reações ocorreram durante milhões de anos, existindo somente, neste primeiro estágio, o Reino Mineral, representado pela água, pelas rochas, pelo solo.
O Reino Mineral em suas diversas interações evoluiu quantitativamente melhorando e ampliando as formas minerais, e em um determinado momento em sua dinâmica houve o aprimoramento qualitativo e com isso o surgimento do Reino Vegetal.
As formas oriundas do Reino Vegetal são distintas das existentes no Reino Mineral, principalmente em seu desenvolvimento. Os vegetais possuem uma perecibilidade maior que os minerais; possuem a reprodução como característica básica; maior flexibilidade; e também evoluem quantitativamente com muito mais rapidez que os minerais.
É possível até imaginar que a evolução do Reino Vegetal para o Animal se deu em menos tempo do que as transformações com o Mineral, o que hipoteticamente se viabilizaria em função da sua velocidade de interações.
Quanto as particularidades do Reino Animal a mobilidade e o instinto diferenciam estas criaturas das outras espécies. No geral, estes possuem corpos físicos compostos por elementos também encontrados no Reino Mineral e também se reproduzem como acontece no Reino Vegetal.
Já no que se refere as interações entre Reinos, podemos perceber uma teia complexa de relacionamento onde ocorrem várias trocas biológicas, seja de subsistência, de proteção ou de reprodução, como podemos ver na dependência alimentar quase que total do Reino Vegetal com o Reino Mineral, ou no uso de abrigos rochosos pelos animais, os quais também se nutrem dos vegetais e com esta ação, muitas das vezes, auxiliam na reprodução destas espécies.
Por último, temos o surgimento do Reino Hominal, o qual representa um salto qualitativo do Reino Animal.
O Homem portanto se difere dos demais Reinos em sua capacidade de raciocinar, o que lhe confere a posição no topo da cadeia alimentar e evolutiva do Planeta Terra.
Com isto posto, voltemos ao questionamento inicial: Qual a composição do Homem? A par do que foi colocado, podemos afirmar que o Homem é composto da mesma energia cósmica presente no momento posterior ao “Big Bang” energia está que viabilizou a formação e o desenvolvimento das espécies neste Planeta; Também é composto de matéria que se desenvolve e se reproduz em outras formas semelhantes ou transcendentes; Faz parte também de sua composição a emotividade, o instinto, a capacidade de reagir; E por último, o raciocínio, o intelecto o qual se manifesta espetacularmente, como objeto de melhoria e apoio para a sua transcendência.
Assim é o Homem, a Quarta Parte da evolução do Planeta Terra e a representação viva da dinâmica cosmológica iniciada a bilhões de anos atrás, sintetizando em si o Mundo como um micro-cosmo que na sua individualidade traça o destino de seu melhoramento particular e concomitantemente, através da suas mais variadas interações, favorece a expansão cotidiana e eterna do Cosmo.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
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